O ex-deputado federal, ex-secretário estadual de fazenda e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Márcio Monteiro é um dos 22 indiciados pela operação Vostok.
Márcio Monteiro que é pai de Guilherme Monteiro (PSDB), atual prefeito de Jardim, foi acusado de emitir mais de R$ 333 mil em notas frias para justificar um possível pagamento de propina.

O conselheiro que ficou preso por cinco dias e chegou a apresentar documentos que provavam que o gado vendido não era “de papel”, contestando a delação do premiada da JBS.
Toda a operação foi deflagrada com base na delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista e que de acordo com a investigação pode ter custado R$209 milhões aos cofres de Mato Grosso do Sul.
Além do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e do filho, o advogado Rodrigo Souza e Silva, a Polícia Federal indiciou o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Zé Teixeira (DEM), e o ex-secretário estadual de Fazenda e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Márcio Campos Monteiro. No total, 22 pessoas foram indiciadas por integrar o esquema de pagamento de propina pela JBS que causou prejuízo de R$ 209 milhões aos cofres de Mato Grosso do Sul.
Na segunda-feira (6), os repórteres Aguirre Talento e Bela Menegale, do jornal O Globo, revelaram que a PF concluiu o inquérito 1.190, da Operação Vostok, e indiciaram o tucano pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme o delegado Leandro Alves Ribeiro, há indícios e provas de que o propina paga ao governador foi de R$ 67.791.309,00.
Entre os 20 indiciados está o pecuarista Élvio Rodrigues, que foi acusado pelos donos da JBS de emitir R$ 9,1 milhões em notas fiscais falsas para legalizar a propina paga a Reinaldo. Ele é dono da emblemática Fazenda Santa Mônica, com 38 mil hectares e avaliada em R$ 25 milhões. O Governo do Estado recorreu ao Tribunal de Justiça para autorizar o pecuarista a desmatar 20,5 mil hectares do Pantanal sul-mato-grossense, considerado patrimônio natural da humanidade.
Outro indiciado foi o empresário Ivanildo da Cunha Miranda, delator que detonou o ex-governador André Puccinelli (MDB) na Operação Lama Asfáltica. Ele teria emitido viabilizado o repasse de R$ 5 milhões no esquema do governador.
A PF encontrou indícios contra os empresários Pavel Chramosta e Daniel Chramosta, donos do frigorífico Buriti, em Aquidauana, que teria emitido R$ 12,9 milhões em notas fiscais para esquentar a propina paga ao tucano. De acordo com O Globo, a empresa fez dois depósitos de R$ 25 mil para a mãe do tucano, Zulmira Azambuja, de R$ 69,5 mil ao irmão, Roberto de Oliveira Silva Júnior, o Beto Azambuja, e de R$ 25 mil para a sobrinha, Gabriela de Azambuja Silva Miranda.
De acordo com a lista obtida pelo O Jacaré, Beto Azambuja, Gabrilela Miranda e Leo Renato Miranda foram indiciados junto com Reinaldo e o Rodrigo no inquérito da Vostok.
O Jacaré / Redação José Luís
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