Mulher mata marido enforcado com fio ao flagrar abuso contra filha de 11 anos | CONFIRA


As expressões nos rostos dos seis filhos da caseira Walkiria da Silva, 34, ao saber que o padrasto havia morrido, eram de alívio. Na manhã de ontem, os menores acompanharam a mãe até a delegacia de Jaboticatubas, região Central de Minas, após a caseira ter matado o marido Paulo Roberto Vidal de Oliveira, 26. 


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O companheiro foi surpreendido pela mulher enquanto fazia sexo oral na enteada de 11 anos.



Dividida entre lágrimas que espelhavam o sentimento de choque e do fim da angústia que vivia dentro de casa, ela contou que o medo e o instinto de proteção a levaram ao ato extremo. "Ele ficava muito agressivo sempre que bebia", afirmou.


Na noite de anteontem, ao perceber que ele estava embriagado, a caseira disse aos filhos de 15, 14, 13, 11, 8, 6 para que fossem dormir. De madrugada, ao perceber que Oliveira saiu do quarto e nenhuma luz foi acesa, Walkiria o flagrou no quarto da filha cometendo o abuso.


"Desconfiei que tinha entrado no quarto das crianças. Fui até a porta e o encontrei fazendo sexo oral na minha filha", contou. A mulher interrompeu o abuso gritando com o marido que reagiu avançando em sua direção com uma foice. A caseira teria caído e, com um cabo de televisão, enforcou o homem até que ele perdesse a consciência.


Desesperada, ela pediu ajuda a um vizinho aposentado. Oliveira foi socorrido pela Polícia Militar, mas morreu ainda pela manhã.


O delegado Matheus Cobucci autuou a caseira por homicídio, mas ela foi liberada depois de ser ouvida. "Não tem como prendê-la. Ela agiu em legítima defesa e para proteger a filha do companheiro. Além disso, ela demonstrou boa-fé ao pedir ajuda ao vizinho", afirmou o policial.


No depoimento dado à polícia, a mãe dos menores informou que o enforcamento aconteceu em um momento de desespero. "Peguei o que encontrei pela frente para me defender e evitar que ele matasse as crianças", contou.


Walkiria e o marido haviam se mudado da capital para um sítio em Jaboticatubas há cerca de dois meses, onde os dois estavam trabalhando como caseiros. O filho mais velho de Walkiria, de 17 anos, contou que se recusou a se mudar com a mãe porque estava cansado de vê-la apanhar. A mulher alegou que tentou se separar várias vezes, mas era ameaçada por Oliveira.

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